sábado, 8 de maio de 2010

Gambito :: Saul Brandalise Jr. ::

Existe uma jogada no Xadrez que se chama GAMBITO. Em outras palavras: É O SACRIFÍCIO PRESENTE PARA O BENEFÍCIO FUTURO.
Exemplificando, e usando mais uma vez o jogo de Xadrez, é como trocar uma torre, que é muito mais valiosa, por um peão.
Na realidade, nós vivemos fazendo "gambitos" com a nossa vida, desde que queiramos melhorar ou como diria o meu mestre: EVOLUIR.
Trata-se de um processo sempre presente, que é abrir mão de alguma coisa importante para se alcançar algo ainda maior.
No xadrez é a vitória, na vida é vida.
Você talvez não tenha entendido... mas, tudo que se troca em vida não tem outro objetivo a não ser melhorar a própria vida, o próprio ser.
Fica muito mais fácil de ser entendido quando colocamos valores tangíveis em nossos exemplos. Porém, na realidade, precisamos aprender a fazer isso com a energia que produzimos em nossa mente. É um pouco mais complicado porque energia se sente, matéria se toca, se vê, tem até referência de valor pecuniário.
O maior "Gambito" e o que efetivamente vale a pena para a minha vida, é aquele que realizo com os meus valores, os quais procuro serem os adequados e corretos para mim. São eles que geram os meus pensamentos. É deles que brotam as minhas ações e também de que forma encaro esta encarnação.

Um fato verídico aconteceu com um amigo, muitos anos atrás. Ele estava disputando os Jogos Abertos em Santa Catarina, meu Estado, e jogava a partida final, disputando a medalha de Ouro.
Estava com a partida ganha. Levantou-se, sem que o certame tivesse terminado, foi até o local onde estavam as medalhas e colocou em seu peito a medalha de ouro. Assim ficou por alguns segundos... afinal, a partida estava ganha.
Voltou a jogar, totalmente desconcentrado, e PERDEU A PARTIDA...
Sempre que a situação permite, ele me narra este momento de sua vida e diz: Depois disso NUNCA MAIS JOGUEI XADREZ.
Hoje pude lhe dizer:
Acho que você está equivocado. Deve, sim, jogar Xadrez... sinto que, em verdade, perdeu um jogo e a medalha de ouro, mas ganhou uma vida. Olhe para trás e perceba que você acabou de fazer um gambito... Aprendeu muito sobre soberba, arrogância, sobre subestimar um adversário e, principalmente, que tudo na vida precisa ser feito com humildade.
Mas fica a dúvida: O que teria acontecido se você tivesse tido sucesso no jogo, naquela competição? Talvez não fosse o ser humano brilhante que é hoje! Poderia ter se tornado um chato, em vez de aprender como deve ser encarado cada tropeço em nossa vida. Na verdade, jamais saberemos como de fato poderia teria sido este lado da medalha, do exemplo de vida...
Assim, nada em nossa caminhada acontece sem um propósito, sem uma razão. Tudo é Causa e Efeito. Sempre somos nós que escolhemos as paradas, os descansos, os desafios e as lutas que iremos travar em nossa trilha desta vida.
Por outro lado, para deixar tudo com mais "sabor" temos o medo, que só gera uma coisa: insegurança.
Cabe, portanto, pela ótica de nossos valores, buscar a correta compreensão do que queremos ser em nossas vidas e quais "gambitos" estamos dispostos a fazer, em busca da excelência de nossas colheitas. Saber ceder para ganhar. Sempre, como o Bambu, vergar sem quebrar...

Sei que nos veremos
Cuide-se
Beijo na alma

Ampliando a Luz :: Elisabeth Cavalcante ::


Nosso principal desafio diante da vida é enxergá-la com olhos de encantamento, ainda que às vezes ela nos apresente cenas que nos pareçam tão terríveis.

Se conseguirmos, apesar dos momentos difíceis, aceitar que tudo o que acontece, absolutamente tudo, consiste no cumprimento de um propósito, quem sabe conseguiremos viver percebendo mais beleza do que feiúra.

Não podemos nos esquecer de que os dois aspectos da existência, a luz e a sombra, manifestam-se incessantemente, em todos os acontecimentos.
Embora queiramos reter apenas o lado luminoso, o Todo engloba igualmente esta duas dimensões.

Para que não nos deixemos aprisionar pelo pessimismo e a descrença, precisamos ter nossa percepção interior desperta, pois é ela quem nos permite vislumbrar no aparente caos da vida, uma harmonia sempre presente.

Se nos mantivermos alertas e sensíveis, ela se apresentará a nós, e nos permitirá experimentar a dimensão divina, amorosa e mágica da existência.
A união, a gentileza, a solidariedade, o amor incondicional, o altruísmo, são as qualidades mais belas e elevadas que um ser humano pode expressar.

E elas estão aí, todos os dias, embora nem sempre o noticiário lhes dê destaque. Infelizmente, o empenho em propagar a negatividade parece sempre maior do que a vontade de espalhar sementes positivas de luz.

Exatamente por essa razão, cabe a nós nos mantermos firmemente conectados com nossa própria luz e, ao mesmo tempo, incentivarmos aqueles que nos cercam a fazer o mesmo. Esta não constitui uma atitude de alienação, mas, sim, uma forma de fortalecermos o campo de manifestação da divina Presença. Quanto mais forte ele se apresentar, maiores serão as chances de que possamos mudar a face atual do mundo.

"É melhor não rotular a vida. É melhor não dar a ela uma estrutura. É melhor deixá-la em aberto. É melhor não categorizá-la, não rotulá-la. Vocês terão uma experiência mais bela das coisas; vocês terão uma experiência mais cósmica das coisas - porque as coisas não são realmente divididas.

A existência é um todo orgásmico. É uma unidade orgânica. A menor folha de grama, a menor folha em uma pobre árvore é tão significativa quanto a maior estrela. A menor coisa é também a maior - porque tudo é uma unidade, é um espectro. No momento que vocês começam a dividir, vocês começam a criar linhas arbitrárias, definições; e esta é a maneira de perder a vida e o seu mistério.

Nós todos temos atitudes; esta é a nossa angústia. Nós todos olhamos a partir de um certo ponto de vista. Portanto, nossas vidas se tornam pobres - porque todo aspecto no máximo pode somente ser unidimensional, e a vida é multidimensional.

Vocês têm de ser mais líquidos, mais fluidos, mais dissolvidos e submersos; Vocês não devem ser um observador. Não há nada para ser resolvido!
Não tome a vida como um problema, ela é um mistério tremendamente belo.
Beba-a - é puro vinho! Seja embebedado por ela!

Um homem de negócios tem sua própria filosofia, suas próprias atitudes. O cientista tem suas próprias atitudes. Todo mundo está vivendo na pequena prisão de suas próprias atitudes.

Minha tentativa aqui é trazer vocês para fora de seu aprisionamento.
Portanto, eu não ensino nenhuma doutrina, eu não dou a vocês nenhum dogma, eu não dou a vocês nenhum credo para viver por ele.

Eu estou simplesmente tentando ajudar vocês a serem descarregados de todas as tolices que têm sido impostas a vocês por séculos.... Se vocês podem começar a viver como se vocês fossem o primeiro homem, somente então, há uma possibilidade de que vocês venham a conhecer o que é Deus, o que é liberdade, o que é alegria.

De outro modo, a miséria será seu destino; e naturalmente, cedo ou tarde, vocês estarão de acordo com a pessimista atitude do Buda: de que tudo é sofrimento, tudo é dor.

Eu absolutamente o nego, porque minha própria experiência é exatamente o oposto: tudo é felicidade, tudo é bênção. Mas depende de você, como você aborda a vida: protegido, com lentes em seus olhos, ou descuidado, em profunda confiança, em amor". OSHO - The Goose is Out

Que mãe vc é para vc mesma? Karin Fromm


Podemos dizer que as meninas já nascem mães. Ainda pequenas,gostamos de ter os nossos bebês e bonequinhas que fazemos de filhos, ninamos, vestimos, alimentamos e até damos broncas. As mais molecas cuidam dos bichos ou das plantas. O certo é que a mulher gosta de cuidar. Crescemos observando como nossas mães e avós cuidam da família, dos amigos, da casa e de seus trabalhos.

O que é muito incomum neste cenário é que talvez poucas mulheres se lembrem de observar sua mãe cuidando de si mesma, e muito menos, de nossas mães nos ensinando a cuidar de nós mesmas. Alguém se lembra? Provavelmente um número muito reduzido. Simplesmente porque não é um hábito da nossa cultura. Ainda hoje, emancipadas e livres que somos, carregamos conosco um sem fim de tabus, medos, culpas e carências quando o assunto é autocuidado."Ainda hoje, emancipadas e livres que somos, carregamos conosco um sem fim de tabus, medos, culpas e carências quando o assunto é autocuidado." Talvez seja esta a queixa feminina número um: eu cuido de tanta gente, e quem cuida de mim?

Neste especial de Dia das Mães, gostaríamos de focar nas nossas mães internas. Pois uma das vantagens de crescer e amadurecer emocionalmente é ter a autonomia de cuidar de nós mesmas, fazer nossas escolhas e nos responsabilizar por elas. Ou seja, nos tornamos nossas próprias mães.

Então, reflita: que tipo de mãe você é para si mesma?

Uma mãe exigente e sempre insatisfeita com sua filha(no caso você mesma)?
Uma mãe excessivamente crítica, que deixa sua filha com a autoestima lá embaixo?
Uma mãe que não olha para você e não reconhece sua autenticidade?
Ou você é uma mãe boa e companheira, que se apoia, se aceita e acredita em si mesma?
Este exercício de reconstruir a mãe interna é muito libertador, pois podemos nos basear ou não nas qualidades das nossas mães reais. Podemos nos dar o que nossas mães não puderam, ou não conseguiram, provavelmente porque também não receberam. E assim, tomando o autocuidado nas nossas mãos, somos capazes de reconhecer nossos limites, aprender a dizer não, preencher nossos vazios e sermos mais plenas. E criar filhos e filhas que também saibam se respeitar e cuidar bem de si mesmos!

Só há espetáculo quando há platéia

Há dias em que você pensa: por que aquela pessoa se comporta daquele jeito
comigo?
Por que ela faz aquilo?
Talvez sejam seus pais. Talvez um chefe. Talvez um cliente. Pode ser seu
marido, ou esposa.
Seja como for, as pessoas sempre "dão show" quando há alguém para
participar.
Se um familiar se comporta de modo grosseiro com você, experimente
tornar-se a neutralidade em forma de gente.
Simplesmente pare de reagir ao ataque.
Aceite.
Tudo aquilo a que você resiste, persiste.
Como nas artes marciais, usamos sempre a força do oponente contra ele
próprio.
Se você dá atenção aos ataques verbais, de quem quer que seja, se torna
imediatamente "platéia".
E ele - ou ela - sente a necessidade de fazer seu show.
Lembre-se, também, que muitas pessoas dão seus shows simplesmente porque
foi assim que elas aprenderam a relacionar-se.
É um scritp que está fortemente enraizado em suas mentes.
Não raro, tais pessoas querem se aproximar, fazer contato, mas como são
inábeis, usam o pseudo contato.
Brigam, discutem, criticam e dão bronca apenas porque não sabem como se
aproximar de você.
Olhe, escute, mas não permita que tais shows entrem em sua mente.
E, quando puder, afaste-se.
Lembre-se: só há espetáculo quando há platéia.
Há alguém preparando seu show para você hoje?
Não aplauda, não vaie.
Apenas dê um sorriso e, quando o espetáculo acabar, saia do auditório.
E não comente com ninguém!



O mais importante ingrediente na fórmula do sucesso é saber como lidar com
as pessoas.
Theodore Roosevelt

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Saber Amar - Artur da Távola

Tão raro quanto amar, mas certamente bem mais difícil, é saber amar.
Saber amar é conceber o amor como arte. O amor é um sentimento.

Saber amar é uma criação, visão estética do amor.

Saber amar é a flor certa, o disco preferido ganho fora de hora ou a compreensão do desamor, do cansaço e da dúvida. Mas é, com uma segurança absoluta, o olhar fundo do sentimento, o carinho preciso, a mão firme, a pela dialogando de igual para igual, gritando ou sussurrando conforme a hora; é a temperatura da paz recobrada.

Saber amar não é a aceitação passiva do outro. É a existência ativa do amor.

Saber amar implica aceitar uma porção de coisas que o amor não sabe: esperar; deixar; fluir; não invadir as dúvidas do outro; não abafar nem impedir, ainda que com carinho, que a outra parte jogue fora a fossa, a angústia ou a dor que a oprime.

Quem ama desama junto. Quem sabe amar, suporta esse desamor, se passageiro, é claro. Porque quem sabe amar conhece a medida exata dos orgulhos que valorizam o amor. Nada é pior do que a desistência de quem sabe amar. Do que o ferimento ou a indiferença de quem sabe amar. Quem ama tolera ser maltratado. Quem sabe amar, jamais. Porquem quem sabe amar não escolherá pessoa que maltrata ou quer ser maltratada.

Quem ama, quando cansa, pode voltar a amar. Quem sabe amar, quando desliga é para sempre. É mais fácil afrontar a quem ama (um estado no qual todos ficamos meio sem caráter) do que quem sabe amar. Este, conhece tanto a importância do seu sentimento, que quando o retira, machucado, incompreendido ou ferido de morte, é para sempre.

Quem ama é mais inocente do que quem sabe amar. Mas quem sabe amar é capaz de maldades maiores a partir do momento em que desiste. Desiste de saber amar, porque pode até continuar amando.

Cuidado com quem ama! Mas cuidado muito maior com quem sabe amar!

Quem perde um amor perde menos do que quem perde alguém que sabia amar.

Saber amar não é depender. Não é ser servil. Não é viver agradando. Não é fazer o que o outro quer. Saber amar é ter as reações certas, de compreensão e crítica; é ocupar todo o seu lugar no espaço e no tempo do sentimento e da emoção do outro. Saber amar é até saber desistir.

Saber amar é aquela parte que partindo do amor procura (até encontrar) a parte do outro que um dia saberá amar. E a encontrando tem paciência, afeto e tolerância com ela. A menos que descubra que não mereça. Porque saber amar é também ter a coragem das renúncias e das pacientes esperas, o que, quem apenas ama, raramente tem.

sábado, 1 de maio de 2010

Incomodada ficava a minha avó

por Rose Lane Romero da Rosa - draroseromero@artevida.psc.br

Os sentimentos negativos em relação às mães, não expressos, e com os quais não se consegue lidar, são impelidos ao inconsciente, acumulando o tipo de energia vivida nos pesadelos. Essa energia negativa oculta é capaz de minar a capacidade de amar, bloquear a capacidade de se relacionar e a ação construtiva e criativa. Pode provocar estresse e doenças físicas.

Liberar e resolver emoções estagnantes são vitais para futuras mães de crianças - e de si mesmas - pois aquelas que foram prisioneiras da repressão não são livres pra desfrutar a espontaneidade de seus filhos de se sentirem livres.
Não é de surpreender que muitas mulheres ajam como inimigas de sua própria natureza feminina, herdada através de sua mãe rejeitada e que os mentores masculinos ou os valores masculinos se tornem seus deuses.

Admite, então, para si uma "identificação exclusiva" com padrões e valores masculinos, gerando um amortecimento ou distorção dos instintos inerentes ao feminino. Acontecendo o caminhar de suas vidas muito longe do seu rumo essencial.
Muitas mulheres estão aprisionadas num complexo negativo de mãe. Num emaranhado de sentimentos ligados à mãe devido às ambivalências amor-ódio que começaram muito cedo na relação com mães psicologicamente feridas - mulheres seriamente feridas em sua auto-estima e em sua capacidade de celebrar o feminino. Herança emocional da mulher moderna que se resume em relações superficiais consigo mesma e com outras mulheres, abuso e negligência com a criança interior e com suas crianças, controle egocêntrico e/ou indiferença passiva.

A maioria das relações mãe/filha carece ou de intimidade ou de independência.
O que leva muitas mulheres a ansiar pela mãe que nunca existiu e que não poderia ter existido devido ao histórico de tantos séculos de repressão dos próprios sentimentos, pensamentos e desejos.
E como suprir esta carência?
Precisamos despertar em nós mesmas as qualidades de ser mãe que procuramos no coletivo.

Para alimentar a criança interior, adquirindo uma imagem materna interna positiva, é preciso:

. Manter-se concentrada no trabalho interior de tecelagem dos fios regenerativos da trama de nossas próprias vidas;
. Ter paciência e uma determinação obstinada, isto é, persistência e confiança na sua capacidade de maternagem, de ser continente para si mesma, para seus sonhos e realizações;
. Continuar apesar das dificuldades, construindo com perseverança a luz/consciência na matéria que dá a nova mulher a maturidade para romper com os padrões repetitivos do feminino submetido e aprisionado vivido pelas mães e avós;
. E, por último, sentir prazer e orgulho por não desistir e viver o afloramento da sabedoria da anciã, o feminino realizado em Sofia.

As mulheres que não têm contato com sua linhagem materna sentem que o universo feminino é um lugar estranho. Foram arrancadas de seus eus femininos por uma cultura patriarcal na qual as mulheres perdem suas identidades, perdem seus próprios nomes e se tornam propriedades dos homens. Nossos sentimentos, a integração do corpo e psique, foram levados ao subterrâneo, perdidos, esquecidos ou relegados ao que autodepreciativamente chamamos de "conversa de comadres".
Para encontrar o seu caminho para um relacionamento consciente com o eu feminino, as mulheres precisam trabalhar através de sua conexão com suas mães, avós, sua linhagem materna.

As avós constituem uma fonte do Feminino ferido de uma família. Geralmente, carregam uma história de sofrimento e a transmitem, conscientemente ou não, para gerações posteriores. Essa ferida, se não transformada numa fonte para a cura, pode levar a padrões profundos de desvalorização e, mesmo autodestruição, que acabam por se repetir por várias gerações.

A avó agrega em si um padrão que vive no corpo feminino; a jovem, a mãe e a anciã. A mãe pessoal, vista como parte de uma longa linhagem materna é assim aliviada. Uma avó projeta a neta na corrente vital das gerações. Ela é o vínculo com o mundo subterrâneo das ancestrais femininas. Nas culturas primitivas, não é a mãe pessoal a responsável por ensinar a jovem sobre seu corpo e iniciá-la na feminilidade. É a avó que faz isso ou outra mulher mais velha da tribo.
Ao entrar em contato com a anciã, a mulher tem a oportunidade de enxergar sua mãe por um novo prisma assim como a si. Percebe que pode ser quem é, pode suportar ser honesta, isto é, não está interessada em jogar jogos desgastados que de nada lhe servem e ainda lhe prejudicam. Valoriza o que lhe é próprio e orgulha-se de sua linhagem e herança.

Percebe que nada tem a perder, pois aquilo que ela é, não pode ser tirado dela. Pode amar sem o desejo de controlar. Não tem nenhuma razão para persuadir e finalmente em seus olhos, consegue enxergar o seu verdadeiro eu, reluzente, brilhante, madura, menina-mulher.

Rose Lane Romero da Rosa
Psicóloga, analista junguiana com atuação em consultório clínico no Rio de Janeiro

O Trio :: Saul Brandalise Jr. ::

A maioria de nós crê piamente que somos o que uma forte energia determina que iremos nos tornar. Que exista um super ser, forte mesmo, que tudo coordena e tudo determina, cujo final sou eu, você, as galáxias, o Universo, enfim, tudo e todos que nos cercam.
O Telescópio Hubble há 20 anos está nos ajudando a perceber que esta crença é tão forte quanto a estória da Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho ou o Lobo Mau. Mesmo sem a sábia interferência das imagens do Hubble, já acho que todos nós somos o que pensamos ser; portanto, uma pequena, mas forte partícula deste imenso Universo. Uma essência em estado de aprendizado e em processo de evolução.
Afirmo que somos hoje o que pensamos, fizemos até ontem ou até um segundo atrás. Seremos amanhã o que admitimos ser agora.
Nunca vi uma pessoa, que afirma que tudo à sua volta está ruim, se tornar um ser humano vitorioso. Jamais conheci alguém que só pede, nada faz e assim consegue alcançar seus objetivos. A vida é luta. A vida é acumulo de sabedoria pelos nossos acertos e falhas. Evito escrever erro porque erro é falha repetida.
Portanto, creio piamente que o primeiro grande segredo de um TRIO de energias que regulam a nossa vida, é que somos produto de nossos valores. O que creio ser, sou. O que admito ser, serei.
Desta forma, é com os valores que permito serem adequados para a minha vida que eu produzo os meus pensamentos.
Isso posto creio que meu trio começa com os meus valores e na sequência estes geram os meus pensamentos.

Acredite, é verdadeira a frase: Pensamento cria a realidade.
Desta forma o segundo personagem do meu trio é representado pelos meus pensamentos. Saber pensar faz toda a diferença. Posso começar um plano de eliminação de prejuízo ou igualmente iniciar uma vitoriosa ação de melhoria de resultados. Redução de custos ou aumento de produtividade. Pensar positivo é o segredo.
Sei, mas sei muito bem, que eu sou a energia que produzo, portanto, se quero começar uma nova ação com energia negativa é só iniciar um plano para estancar gastos. Criar novas oportunidades é o caminho. Desta maneira, como penso, sempre depende de meus valores, mas também da forma como eu acredito ser verdadeira a minha vida.
É com a coragem de ser diferente que eu começo a minha vitória, mas posso ficar estacionado com o "conforto" do medo.
Está cada vez mais evidente, para mim, que sou fruto dos meus valores, consequentemente, do que penso que sou, que posso realizar e ainda das palavras que verbalizo.

Assim, o terceiro personagem do meu trio são as minhas palavras, que rapidamente se confundem com as minhas atitudes. É nas palavras que eu "dou vida" aos meus valores e aos meus pensamentos.
Este é o meu TRIO. É com ele que construo a minha vida de aprendizado nesta encarnação.
Assim é fundamental que eu pense seriamente naquilo que acredito ser verdadeiro para minha existência. Meus valores precisam ser questionados sempre, para que eu possa ter certeza que me servem e que me ajudam a compreender o "incompreensível". Não é seguindo os outros que encontrarei o meu caminho. Se me perder deles não saberei mais o caminho a tomar.
Com o que creio, construo os meus pensamentos. Se as colheitas estão inadequadas, preciso ficar atento a este ponto. Mudar valores significa, efetivamente, mudar de vida. Não resolve trocar de cidade se levo comigo a minha forma de ser. Mudar de cidade é mudar de ambiente, mas só com isso não existe troca de valores.
Portanto, saber pensar é consequência do que admito ser correto para uma vida. Logo na sequência preciso ficar atento para a maneira como verbalizo os meus pensamentos. Este ato precisa, carece e deve contemplar equilíbrio.
Depois que criei o hábito de meditar, descobri que tomei as minhas piores decisões quando estava irritado ou apaixonado. Os extremos são maléficos. Decidir sempre com calma e no centro, mas aplicar a decisão com velocidade; afinal ela determina a sua idade. (veloz + idade).

Conheço muitas pessoas com 60 anos que superam outras de 40. A diferença está exclusivamente na forma de pensar e de ver a vida. Muitas, com quarenta anos, fazem planos de aposentadoria e muitas de 60 começam novos projetos onde suas presenças são necessárias diariamente em forma de estratégia e trabalho.
Enfim, cabe a nós escolhermos o que queremos ser e como pretendemos conduzir a nossa vida... Ser o motorista ou o passageiro. Ser o Piloto ou fazer parte da tripulação. Ser o comandante ou simplesmente um marinheiro...
Escolha corretamente o seu TRIO e faça excelentes colheitas.

Cuide-se. Sei que nos veremos.
Beijo na alma