sábado, 12 de junho de 2010

A Luz de um Grão de Areia por Maria Cristina - tina.lc@hotmail.com


Não importa em que função trabalhemos, neste momento. Precisamos fazer o que fizermos com muito amor, pois certamente estamos onde somos necessários. Embora, nos dias atuais, a remuneração alta seja um parâmetro essencial a ser buscado, será que precisamos viver a correr atrás de dinheiro, mesmo que à custa de nossa paz interior, do conforto que só nos proporciona a nossa consciência tranquila?

Todos nós precisamos de todos, para sobrevivermos, hoje em dia. Daquele que exerce a mais simples função, até daquela que sequer sabemos que existe. Se algo nos aborrece neste momento, pode ter sido causado pelo erro de alguém e, quando nos alegramos, esquecemos de agradecer ao sem número de outras pessoas que foram direta e indiretamente responsáveis por nosso momento alegre, de bem-estar.

Outro dia, veio-me à mente a imagem de que cada um de nós é apenas um grão de areia, numa imensidão infinita! Apenas unidos aos outros grãos, nos sentimos fazendo parte de alguma coisa grande e visível. Nossa importância é relativa, mas podemos desejar ser um grão de areia iluminado, limpo, transparente, que banhado pela água do mar e pela chuva, pelo orvalho da noite, agradece e procura se conservar limpo e cheio de luz!

A consciência de fazer parte de um Todo incomensurável é muito importante, pois faz com que nos sintamos acompanhados sempre, não com a triste ilusão de solidão! E isto se consegue mudando-se as crenças, incorporando a elas a noção imprescindível de que somos todos um, criados a partir de uma mesma centelha de Luz e Amor e felizes quando nos reconhecemos e assim nos sentimos.

Viver a criticar a todos, buscando sempre os defeitos de tudo que nos cerca, nos faz tristes, infelizes e nos deixa órfãos e sozinhos. Nosso Pai se manifesta em tudo que nos cerca e nós passamos a senti-Lo quando olhamos com reverência e carinho aquilo que nos chega, as pessoas que se apresentam em nosso caminho, as paisagens, animais, toda a Natureza.

Este olhar amoroso certamente nos faz mais compassivos e torna possível a aproximação de muitos, pois a atitude de crítica, mesmo que seja silenciosa, afasta os outros de nós. Desejamos ser acolhidos e não vigiados.

O Amor é aglutinador e o medo separa-nos de todos. É verdade que vivemos momentos difíceis, de muita violência, incompreensão, falta de amor, mas precisamos nos sentir seguros através da oração e união com o divino, para que não passemos a viver sempre a nos defender e acabemos por nos isolar mais e mais.

Como grãos de areia com luz própria, atrairemos situações boas e repeliremos as más. Precisamos confiar nisto e continuar procurando intensificar esta luz! Ela é nossa essência, nossa beleza, nossa proteção. Mesmo se o mal e as sombras se mostrarem mais presentes, confiemos na nossa luz interior, peçamos ajuda para dentro e para nossos amigos espirituais e sairemos vencedores, nesta fase de tantas dificuldades, mas também de tanta possibilidade de evolução.

Diante da imensidão deste Universo infinito, somos apenas um grãozinho de areia... Mas em nós mesmos possuímos este mesmo Universo infinito - estando aí a grandeza de existirmos.

Desabafo de uma criança abandonada :: Rosemeire Zago ::


Desabafo de uma criança abandonada
:: Rosemeire Zago ::

"O modo como fomos tratados quando crianças pequenas é o modo como nos trataremos pelo resto da vida".
Alice Miller

Nesse artigo, peço licença a todos os leitores que sempre acompanham meu trabalho para que hoje eu possa colocar o texto de outra pessoa, a qual atendi e fez um trabalho muito profundo com sua criança interior. Minha intenção é mostrar que quando falamos de criança interior, muitas pessoas, por falta de conhecimento, pensam que é algo supérfluo, sem importância e que não devemos mexer no que passou e que está quieto. Mas se engana quem pensa que só porque não pensa constantemente no passado que ele não interfere no presente.
É claro que muitos de nossos conflitos são gerados por situações muitas vezes externas a nós e do momento presente, mas a maioria dos conflitos são internos e existem por ignorarmos a criança que fomos um dia, com nossos desejos, sonhos e uma ânsia enorme por amor e reconhecimento, que muitos carregam até hoje, adultos.
Quando oriento para entrar em contato com a criança interior, reconheço o quanto é difícil, pois geralmente por medo, ela está bem escondidinha em nosso inconsciente, com todas suas lembranças e mágoas e esperando apenas que a deixemos se expressar. E quando isso acontece, estamos próximos da cura.

O relato abaixo é de uma dessas pessoas que não entendia a origem de seus conflitos internos e muito menos os relacionava com sua infância. A queixa principal quando ela chegou ao consultório era vergonha, uma vergonha exagerada que a fazia sentir que todos rissem dela na rua, entre outras dificuldades. Não foi fácil para que ela conseguisse contato com sua própria criança, como para todos, mas quando ela se comprometeu com esse trabalho e permitiu que sua criança falasse, muitas coisas se esclareceram de acordo com seu histórico.

Quero dividir com vocês essa carta para que possam perceber que é possível ouvir a criança que está aí dentro de você, bem escondidinha, morrendo de medo em ser encontrada por alguém que a abandone ou a maltrate de novo.
Vamos ao desabafo dessa criança que de alguma forma explica a origem de seus conflitos que perduram há anos:

"Eu sou uma garotinha sem graça. As pessoas não olham para mim. Eu sou insignificante. Ninguém me vê. Não tenho atrativos. Minha mãe e meu pai não me dizem que eu sou bonitinha, que eu sou querida, engraçadinha, que tenho luz, que sou especial e iluminada. Eles nem me vêem. Parece que sou transparente. Fico tão encolhidinha, tentando me proteger, parece que estou sozinha no mundo. Tudo à minha volta é ameaçador, como se não tivesse ninguém para me proteger de qualquer perigo. Eu queria mesmo é que eles segurassem na minha mão e fizessem eu sentir a proteção, a força deles, sentir que estavam ao meu lado. Eles não me pegam no colo para que eu sinta o calor deles e meu peito protegido. Sinto um vazio em meu peito, é como se eu fosse ser agredida no peito, tamanho é minha necessidade e sinto que preciso fechar mais ainda meu peito para me proteger. Dói muito esse vazio. Eu quero colo! Eu quero que me apertem no braços para sentir o tamanho do amor deles, mas eles não fazem isso. Dia após dia cresce esse buraco. Tenho vontade de gritar para que eles percebam minha presença e me vejam. Eu choro, choro muito, mas eles não entendem o que eu preciso, pensam que quero comer ou beber, mas eu só quero carinho, atenção, colo, amor, mas eles continuam a me deixar chorando no berço. Na verdade, eles não querem me ouvir chorar. Eles não entendem nada do que eu sinto. São dois insensíveis, como se nunca tivessem sido crianças. Não sentem amor, só cuidam do meu físico, hora de comer, hora de tomar banho, hora de trocar, hora de dormir. Não conseguem compreender o tamanho da minha solidão. Eles não brincam comigo para eu me sentir importante. Não me incentivam, não me elogiam. Eu procuro ser boazinha, e nem assim eles me dão atenção, afeto, calor. Para completar, colocaram uma "bruxa" para cuidar de mim, que só me machuca ainda mais, me maltrata e também ignora minhas necessidades. Minha mãe nem vê o que ela faz comigo. E quando descobre algo, não me acolhe, não vê a minha dor, não me defende. Não me enxerga, e nem vem curar a minha dor, que só aumenta. Parece que ninguém percebe que criança tem mais necessidade de afeto e amor que comida.
E meu pai, onde está? Ele nem vem me ver, passa dias e dias sem aparecer. E quando aparece nem conversa comigo, não me faz mimos, não me dá carinho. Ele não sente nada por mim. Sinto que estou ficando cada vez mais transparente! Dói tanto essa solidão! Será que sou feia, errada, desprezível? Sou tão sem graça, que ninguém me dá atenção? Eles me torturam com essa indiferença. Como que eu queria apenas me sentir amada! Que passassem a mão na minha cabecinha, nos meus braços, nas minhas costas, para sentir o afago e o calor deles. Eu queria ouvir que sou especial, importante, linda, esperta, meiga, doce, que mereço ser amada e ser feliz. Mas do jeito que me tratam me sinto cada vez mais abandonada, rejeitada, como se estivesse atrapalhando algo.
Como pedir que me dêem atenção, brinquem comigo, me façam ninar, me balancem em seus colos, me beijem??? Queria pedir que beijassem meu rosto, que segurassem em minha mão, me pegassem no colo e dissessem que me amam. Mas não posso pedir, sei que eles não querem me dar nada disso, pois se quisessem já teriam me dado e eu não precisaria nem pensar em pedir. Espero que me levem para passear, para brincar com outras crianças. Quero me sentir normal, viver no meio de outras pessoas, assim não vou me assustar quando tiver que ir para escola.
Preciso de segurança para sair de casa e ter a certeza que não vão me abandonar, mas na verdade me abandonam todos os dias. Por favor, me diga que eu não preciso ter medo de nada e de ninguém. Vocês me fizeram viver isolada do mundo, escondida, como se eu fosse um pecado a ser escondido. Não podia nem conviver com pessoas da família. Tinha que ser um bicho do mato. Não podia ser apresentada nem para o mundo real, não é pai? O que eu fiz de tão errado?
Quanta vergonha vocês me fizeram sentir. Não sabia nem do quê, mas morria de vergonha de mim mesma. Quem sou eu, como acreditar e caminhar com segurança diante de tanto desprezo e indiferença? Droga, o que vocês fizeram comigo?"

Talvez você se reconheça nesse desabafo, ou então, resolva ouvir o que sua própria criança tem a falar. Não tenha medo, esse processo a princípio pode causar dor, mas não mais do que aquela que você já tem sentido há muito tempo, talvez há anos, e lhe garanto, é libertador.

Para curar suas feridas é necessário que reconheça sua dor. Você não pode curar o que não reconhece! Quando você experimenta o antigo sentimento e fica ao lado da sua criança interior, o trabalho de cura ocorre naturalmente. Se quiser, poderá escrever. Escreva como se fosse essa criança. O que ela pediria? O que diria? Escreva tudo que vier em sua mente, sem julgamentos. Depois leia o que ela pede e procure atendê-la, seja compreensivo com ela, como esperava que tivessem sido quando era criança.

Muitos conflitos são gerados pela expectativa de aprovação e reconhecimento, que perpetuam por anos, nos trazendo decepções e dor. Lembre-se que as carências que sente hoje podem ser resultado da falta de amor e compreensão que não recebeu quando era criança. Isso não quer dizer que nossos pais não sentiam amor, mas provavelmente eles não podiam dar algo que também nunca receberam. E as crianças não captam apenas o que é verbalizado, mas muito mais o que é sentido por eles. E se os pais transferem falta de amor, atenção, carinho, para a criança, é que, além de nunca terem recebido, também não sentem por eles próprios, ou seja, ninguém pode dar alquilo que não tem, o que se torna um círculo vicioso. E nós, como adultos, devemos entender isso, pois a partir do momento que tomamos consciência do que nos aconteceu, o círculo se quebra.

Cabe a você dar o que não recebeu a sua criança, dando-lhe muito carinho e compreensão que necessita, em lugar de esperar que os outros façam isso por você. Mas para dar o que ela precisa, é importante que você a ouça. Deixe que ela fale tudo que sente. Não critique, não julgue, apenas ouça. Depois que ela falar tudo que quer, procure compreender seus sentimentos mais profundos e respeitar cada um deles. Fazendo isso, irá descobrir que o maior e mais profundo amor é aquele que você pode doar a si mesmo! Faça isso por sua criança, faça isso por você!
E se quiser, depois me escreva contando como se sentiu e o que descobriu de si mesmo.

Saudade sem dor :: Saul Brandalise Jr. ::


Procuro, faz tempo, entender o real significado de 'saudades'. Quais as razões implícitas no conteúdo desta palavra que é tão singular em nosso vocabulário? A pergunta ficou no ar por muito tempo.
O uso da meditação ajudou-me na primeira grande descoberta, quando percebi que saudade deve ser diferente do sentimento de ausência.
Confesso que para mim tudo o que se encaixava no conceito de falta significava saudade. Grande equívoco, não é verdade?
Hoje sei exatamente que ausência é a falta que jamais será preenchida, enquanto saudade é a lembrança de algo ou alguém que marcou muito nossas vidas e que poderá vir a se repetir.
Diante disso, desta descoberta, jamais senti, novamente, a saudade que dói; muito menos, permiti-me sentir a ausência de alguém.
Meu Mestre me ensinou que a ausência tem origem no apego. A matéria é apego. O sentimento é saudade.
Apego gera dependência e falta de iniciativa. Vários e-mails que recebo demonstram que as pessoas não sabem conviver com o apego, que deve conter uma dose consistente de dependência.
Nossa felicidade jamais pode estar vinculada às pessoas que nos cercam, porque cada uma vê e sente a vida pela ótica de sua evolução. Somos nós a projetar nos outros o que esperamos que eles sejam. E isso é um grande equívoco.

Os valores são individuais e ninguém consegue sentir a mesma coisa que o outro, embora estejam vendo, vivendo, ou convivendo, com o mesmo cenário.
Não há, portanto, regra que possa ser aplicada para se gerar a própria felicidade. Como também não existe forma de se explicar a diferença entre saudade e apego. Temos que descobrir, com esforço próprio, esta diferença, sentindo. Para sentir é preciso isolar a matéria envolta no caso e simplesmente deixar que a emoção aflore, sem forma e sem tempo.
Forma e tempo são matéria. Na essência do Universo o tempo não conta. Quer um exemplo? Quando você está absolutamente feliz com a companhia de alguém, o passar do tempo é percebido? Não, né? Pois é. Fora deste planeta não há tempo. Não temos necessidade de dormir. Dormir é físico. Não somos humanos, simplesmente estamos humanos.
Não há apego... Somos felizes.
Do meu passado só admito sentir saudades. Quando percebo que é apego, procuro execrar o sentimento.
Do meu passado elimino todos os cenários que contemplam as dores. Elas são um fardo muito pesado para ser carregado no presente. Elas, as dores, contaminam o meu futuro. Não há como projetar uma boa vida se o passado negativo a contamina.

A morte ensina a dor do apego.
Se seu apego tem dependência, elimine-o.
Se sua saudade tem dor, elimine-a.
Se sua vida não tem saudades, crie-as.
Viver sem este sentimento é o mesmo que cozinhar sem sal... O sabor vai embora.
O amor ensina a "dor" da saudade.
Viver sem o passado ensina a crescer.
Como você vai viver? A escolha é sua. Suas colheitas atuais dependem de suas decisões tomadas no passado.
Não se irrite, nem se culpe, só mude conceitos e valores. Culpa e irritação criam doenças no corpo físico. Agindo assim irá alterar o fluxo de seus pensamentos e atitudes. Obviamente será a seu favor.

Cuide-se. Sei que nos veremos
Beijo na alma

Quando a vida nos testa por Nathalie Favaron - nathamm@terra.com.br



Quem na vida gosta de ser testado? É algo difícil, não é?

È claro que junto com o teste vem a possibilidade de perder ou de ganhar, de ser aprovado ou rejeitado e ninguém gosta de perder ou de ser rejeitado.
Estou tocando nesse assunto porque gostaria de contar para você que hoje passei num teste e estou feliz por isso. Pode parecer pequeno, mas confesso que fiquei espantada com a minha atitude. Nem eu mesma esperava agir daquela forma.

Voltando do sacolão totalmente carregada, com pressa para levar tudo para o elevador, não tive tempo de esboçar nenhuma reação quando a caixa que carregava se abriu e tudo o que estava dentro se espalhou pelo chão da garagem do meu prédio. Fiquei por alguns segundos observando a cena e quando comecei catar as frutas e as verduras... percebi que não tivera um ataque histérico, não praguejara, nem tive vontade de reclamar, sem me sentir insultada pelo ocorrido; nada. Estava tranquila recolhendo as coisas espalhadas, sem sequer achar ruim.
No momento senti uma paz muito grande e agradeci quando vi que nenhum ovo havia se quebrado e assim não tive que limpar uma bagunça maior. Foi só o susto, o inesperado.

Uma cena muito simples, sem nenhum glamour, nenhum aprendizado fantástico. Apenas uma cena corriqueira do dia a dia de uma dona de casa normal. No entanto, me conhecendo, sabendo do meu espírito guerreiro, determinado e perfeccionista, tenho certeza absoluta que se estivesse num outro momento da minha vida eu teria me estressado, no mínimo teria me achado no direito de reclamar do menino do mercado que não vira a caixa rasgada. Com certeza eu teria pensado num culpado e teria ficado com raiva de ter que catar tudo.

Acredito que isso acontece com muita gente, pode ser que aconteça com você que está lendo este artigo, porque a gente se estressa por coisas muito pequenas. Na maioria das vezes brigamos com as pessoas, ou manifestamos pensamentos ruins por coisas sem um sentido maior e com isso poluímos nossa mente, jogamos energia ruim no mundo à nossa volta e geramos um tumulto espiritual, visto qur não deveria fazer parte da nossa vida esse direito de reclamar de tudo o que nos acontece.

Aliás, devo confessar que detesto reclamações. E adoro soluções.
Pessoas que o tempo todo estão prontas para ver os problemas e fazem pouco para resolver, normalmente são pessoas chatas. Não é? Essas pessoas se tornam difíceis na convivência e muitas vezes, sem perceber, vão se tornando rabugentas...

Assim, amigo leitor, fique esperto com seus testes. E se por acaso se deixar levar por uma onda de raiva ou uma contrariedade, quando algo ruim ou inesperado acontecer, siga em frente com serenidade e não se prenda ao erro.

Sempre brinco com meus clientes e alunos que praticar a espiritualidade deve ser aqui e agora, pois a Terra precisa de bem mais anjos do que o Céu.

sábado, 5 de junho de 2010

Honrando o caminho.... a cada passo :: Rubia A. Dantés ::




Estava me lembrando de quanta coisa já vivi nessa minha busca por mim... e de quanta coisa já vivi antes de me dar conta desse caminho... e me deu um sentimento de profunda gratidão por cada passo percorrido.... cada coisa que vivi foi preciosa e não abro mão de nem um pedacinho da minha história...
Foi leve reconhecer que... mesmo onde eu pensava que não estava no caminho... eu estava...
Por isso, honro minha história e a história de cada um...
Entendi que cada um de nós que está -aqui e agora- nesse bendito Planeta Terra, faz parte de um momento muito especial... de raras oportunidades e de grande trabalho.

O crescimento se dá no dia-a-dia, com o que a vida nos traz em oportunidades.... e olha que não são poucas. Parece que o que acumulamos em memórias ao longo de muitas vidas, está vindo à tona para ser liberado, e sem os julgamentos da nossa mente racional, que é presa a padrões que limitam por classificar o que é bom e o que é ruim.... o que é certo e o que é errado... fica mais fácil honrar o nosso caminho, na maneira que conseguimos percorrer...
Sei que algumas vezes parece que não estamos fazendo nada e que as coisas não estão acontecendo para o nosso crescimento, e pode nos dar uma dúvida se estamos no caminho certo... mas as coisas estão sempre acontecendo para o nosso crescimento...

Em um desses momento em que tive essa dúvida, tive um sonho onde um Mestre, que também fugia do padrão do que eu considerava um Mestre... me mostrava que tudo estava certo como estava.... quando acordei, parece que uma janela se abriu e me mostrou infinitas possibilidades além daquelas que eu julgava serem as certas... entendi que os conceitos de certo e errado são muito relativos e nos prendem a limites ditados pelas memórias do que já vivemos.

Parece que estamos no limite entre o velho e novo Tempo... Esse novo tempo que se aproxima a olhos vistos pode nos trazer muitas bênçãos... mas é preciso estar livres de conceitos para receber o que se anuncia.

Nessa época, onde muitas crenças e religiões ditam caminhos, é bom que a gente não se esqueça que o único caminho que liberta é o que está em sintonia com o nosso coração... e por mais fácil e confortável que seja seguir o que nos ditam as muitas vozes que vem de fora, a palavra fina sempre deve vir de dentro.

Quando não podemos mais confiar em tantas estruturas que nos ensinaram a confiar, parece que está na hora de cada um buscar a própria conexão com o Divino que habita em todos nos e que nos faz Um, em expressões diversas e tão únicas.

Não sabemos o que virá porque não cabe nem se adequa ao que vivemos no passado... e, isso pode parecer muito assustador, mas... mais assustador é continuar nessa eterna repetição de histórias que nos prendem ao papel de robôs que só reagem a memórias do que já passou.

Que venha o Novo... e que seja encantado e colorido como sonhos nunca sonhados...
Que seja simplesmente um tempo Feliz...

Fragilidade :: Elisabeth Cavalcante ::



O ego, aquela dimensão do ser que nos permite atuar no mundo material, enfrentar a competição e lutar por nossos objetivos é, ao mesmo tempo, nosso aliado e também nosso ponto mais vulnerável.

Isto porque ele necessita o tempo todo de um aval exterior para poder existir em segurança. Por essa razão, nosso sentido de valor, nosso amor-próprio e nossa autoconfiança são construídos sobre uma base bastante instável.

Enquanto nos identificamos exclusivamente com o ego, como parâmetro para definir quem somos, corremos o risco de ver nosso eu ser fragilizado ao menor sinal de rejeição.

A única forma de evitar tal desastre é começar a perceber que nossa segurança interior emana de uma outra fonte. Ela se situa bem além do ego, no que denominamos a Divina Presença, o Self, ou Eu Superior.

Ali habita a consciência que nos permite enfrentar qualquer circunstância da vida sem duvidar por um instante sequer de nosso próprio poder. O poder, neste caso, não tem qualquer relação com o ego, por isso não traz a necessidade de nos sentirmos superiores a quem quer que seja para que possamos ser felizes.

Ao contrário, nosso verdadeiro poder se baseia na simples certeza de que somos uma expressão do divino, de que, através de nós, ele realizou mais uma vez seu impulso criador. Somos, portanto, parte indissociável do Todo, de tudo o que existe de manifesto no Universo.

Embora ainda necessitemos do ego para atuar no mundo da matéria, precisamos ter em mente que ele é apenas uma ferramenta que nos ajuda a concretizar a missão para a qual cada um de nós foi destinado.

Esta consciência nos permite olhar para a vida com uma nova visão, aceitando que tudo o que nos acontece constitui uma parte fundamental de nossa evolução.

"Relaxamento e paz
Sempre que você se lembrar, relaxe profundamente e tranqüilize-se sempre que possível, a cada dia. Sem qualquer ação de sua parte, após alguns dias você sentirá que a paz se estabeleceu. Ela o seguirá como uma sombra.

Há muitos níveis de serenidade. Há um que você pode produzir apenas ao senti-lo, apenas ao dar a si mesmo uma profunda sugestão de que você está sereno; essa é a primeira camada. A segunda camada é aquela da qual você subitamente fica consciente; você não a cria, mas a segunda acontece somente se a primeira estiver presente.

A segunda é a real, mas é a primeira que ajuda a criar o caminho para ela. A paz vem, mas, antes que ela venha, como um pré-requisito, você precisa criar uma paz mental à sua volta. A primeira paz será apenas mental; será como uma auto-hipnose, criada por você. Então, um dia, subitamente você perceberá que a segunda paz aflorou. Ela nada tem a ver com a sua ação ou com você. Na verdade, ela é mais profunda do que você. Ela vem do próprio âmago do seu ser, do ser desidentificado, do ser não dividido, do ser desconhecido.

Nós nos conhecemos somente na superfície. Um pequeno lugar é identificado como você, uma pequena onda recebe um nome, é rotulada como você. Justamente dentro dessa onda, no fundo, está o grande oceano. Assim, lembre-se sempre de criar paz em volta de tudo o que você estiver fazendo. Esse não é o objetivo, mas apenas o meio. Uma vez criada a paz, algo do além a preencherá. Ela não virá a partir de seu esforço." Osho, The Cypress in the Garden.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Mensageiro e Mensagem


“Don't confuse the message with the messenger, Phoebe. It's what you're always done. See, messengers make mistakes, they get lost, they run away, they even die. But the message, open your heart, it comes from life itself. Hear it.” Charmed Episódio HeartBreak City

Não confunda a mensagem com o mensageiro, Phoebe. É o que você sempre fez. Veja, mensageiros cometem erros, eles se perdem, eles fogem, e até morrem. Mas a mensagem, abra seu coração, vem da própria vida. Escute-a.

Foi nesta frase acima que me chamou muita atenção que eu começo o texto de hoje. A vida é como uma quase eterna viagem de trem. Embarcamos num trem, ônibus ou transporte coletivo e nele conhecemos pessoas. Algumas ficam em paradas antes, outras depois, umas se vão antes do que pensávamos, outras encontramos no meio do caminho e ficam até o final conosco. Essas pessoas, passageiros, como nós, tão humanos quanto. Eles trazem inúmeras mensagens e nos ajudam de inúmeras formas. São mensageiros. E como já é citado no texto, alguns erram, outros fogem, outros morrem, e tem aqueles que se perdem no meio da caminhada.
Mas, o que realmente importa não são os mensageiros e sim a mensagem que eles trazem. Porque, por mais que tenhamos apreço por eles, eles tem um diferente caminho a ser seguido. Podem, claro, ficar mais tempo conosco, mas um dia todos se vão. E nós somos, como andarilhos, fazemos amizade aqui, ali, mas sempre andamos com as próprias pernas, sozinhos. Seguindo o nosso caminho específico. E dentre tantas pessoas que cruzam nosso caminho algumas nos decepcionam, magoam e deixam certas marcas que são desafiadoras de seguir em frente com. Mas isso porque se foca muito no que o mensageiro fez ou faz e pouco na mensagem que ele deixa. Vivemos em comunidade para que através do outro possamos nos reconhecer. Possamos ver quem realmente somos. Possamos receber e deixar mensagens com quem convivemos. E quais são as mensagens que são recebidas? As deixadas não são nossas, pois somos instrumento do Universo, vivemos em cooperação com ele. Mas e quanto as recebidas? Interessante que no texto pode se perceber que o mensageiro pode cometer erros, mas a mensagem sempre saí impecável. Como um imperfeito que leva à perfeição. Talvez possa se pensar que mesmo com uma casca imperfeita, com atitudes contrárias, o resultado, a essência, a mensagem sempre saí digna, perfeita.
E o que chama mais atenção é o fato dessa mensagem ser sempre uma e única, ser sempre real: Amor. Mas devo antes de tudo alertar também para a perspectiva do receptor da mensagem. Será que se vê as imperfeições do mensageiro, deixando a mensagem de lado ou se reconhece que o mensageiro é humano e deixa seus defeitos de lado e se abre para a mensagem? Cada dia é uma escolha. Focar na mensagem ou no mensageiro, o que pode ser feito agora?