sábado, 20 de março de 2010

Auto-estima :: Elisabeth Cavalcante ::




Retirado do site somos todos um (STUM)

A falta de amor por si mesmo é a causa essencial que está por trás dos desequilíbrios na maioria dos seres humanos desajustados. Sem esta qualidade básica, ninguém pode se direcionar na vida de modo positivo.

Infelizmente, nem todos os pais possuem a consciência do quanto é importante que a auto-estima seja estimulada desde cedo nas crianças. Muitos, ao contrário, por serem excessivamente críticos e exigentes, jamais se sentem satisfeitos com o desempenho do filho e fazem questão de afirmar isto, sempre cobrando mais perfeição ou comparando-o com outros, que eles julguem mais inteligentes ou habilidosos.

E esta é uma atitude das mais devastadoras, pois acontece numa fase em que a imagem que a pessoa tem de si mesma está sendo construída. O resultado é um ser humano inseguro, incapaz de sentir-se satisfeito consigo próprio, ainda que alcance alguns resultados positivos na vida. Ou seja, ele nunca estará realizado e sempre vai ter a sensação de que poderia ter feito melhor.

Cria-se um vazio interior, que procura ser preenchido de inúmeras formas, seja através de um desejo compulsivo por comida, por bebida ou alguma outra droga mais poderosa, ou por uma dependência afetiva, algo enfim que lhe dê a sensação, por algum tempo, de que é alguém de valor.

Nada pode substituir o amor, a atenção e o estímulo às qualidades positivas de uma pessoa, como forma de garantir que ela desenvolva uma auto-confiança indestrutível.
Ensinar alguém a amar a si mesmo, não é um estímulo ao egoísmo. Ao contrário, é uma maneira de fazer com que ele desenvolva sua capacidade de amar, para que só então possa direcionar este amor ao mundo exterior.

" ....A primeira amizade precisa ser consigo mesmo,
mas muito raramente se encontra uma pessoa que seja amistosa consigo mesma.
.....Ensinaram-nos a condenar a nós mesmos. O amor-próprio foi considerado como um pecado. Não é.
Ele é a base de todos os outros amores, e é somente através dele que o amor altruísta é possível.
Como o amor-próprio foi condenado, todas as outras possibilidades de amor desapareceram.
Essa foi a estratégia muito ladina para destruir o amor.
É como se você dissesse a uma árvore: "Não se alimente da terra, isso é pecado.
Não se alimente da lua, da chuva, do sol e das estrelas; isso é egoísmo.
Seja altruísta, sirva outras árvores".
Parece lógico, e esse é o perigo.
Parece lógico: se você deseja servir os outros, sacrifique-se; servir significa sacrificar-se.
Mas, se uma árvore se sacrificar, ela morrerá e não será capaz de servir nenhuma outra árvore;
de maneira nenhuma será capaz de existir.
Ensinaram-lhe: "Não ame a si mesmo". Essa foi praticamente a mensagem universal das pretensas religiões organizadas.
Não de Jesus, mas certamente do cristianismo; não de Buda, mas do budismo -
de todas as religiões organizadas, este foi o ensinamento: condene a si mesmo, você é um pecador, você não tem valor.
E, por causa dessa condenação, a árvore do ser humano se retraiu, perdeu o brilho, não pode mais festejar.
As pessoas vão dando um jeito de se arrastar, não têm raízes na existência - estão desenraizadas.
Elas estão tentando prestar serviço aos outros e não podem, porque nem foram amistosas consigo mesmas.
......Eu não tenho nenhuma condenação, não crio nenhuma culpa em você.
Eu não digo: "Isto é pecado".
Eu não digo que o amarei só quando você preencher certas condições.
Eu o amo como você é, porque essa é a maneira que uma pessoa pode ser amada.
Eu o aceito como você é, porque sei que esse é o único modo que você pode ser.
É assim que o todo desejou que você fosse. É como o todo destinou-o a ser.
Relaxe e aceite-se e alegre-se - e então vem a transformação.
Ela não vem através de esforços.
Ela vem pela aceitação de si mesmo com tal profundidade de amor e felicidade, que não há nenhuma condição, consciente, inconsciente, conhecida, desconhecida.
O amor é alquímico. Se você se amar, a sua parte feia desaparece, é absorvida, é transformada.
A energia é liberada daquela forma.
Todas as coisas chamadas de pecado simplesmente desaparecem.
Eu não digo que você tenha que mudá-las; você tem que amar o seu ser, e elas mudam.
A mudança é um sub-produto, uma conseqüência.
Ame-se. Esse deveria ser o mandamento fundamental.
Ame-se. Tudo o mais se seguirá, mas este é o alicerce.
OSHO, The True Sage, # 4

quinta-feira, 18 de março de 2010

Chances


Ontem eu estava pensando sobre qual o número ideal de chances que devemos dar às pessoas que nos magoam. Eu já fui do tipo que relevava muito, já dei inúmeras chances para as pessoas, até para pessoas que nunca pediram desculpas pelo que fizeram. E sempre que eu fico chateada com alguém eu penso em chances. Até que ponto devo ir? Qual meu limite? E novamente pensei nisso ontem. Acho que por ser uma pessoa muito amorosa eu perdoo facilmente aos outros, eu perdoo com o coração, e eu por gostar muito das pessoas sempre fiquei nesse impasse de perdoar quantas vezes. Quantas vezes as pessoas precisam ter para tomarem consciência e mudarem? Mas, hoje uma enorme ficha caiu. Na verdade as pessoas não precisam de outras chances, a primeira já deve ser contada como ela estando completamente consciente do que faz. Não estou dizendo que não devemos perdoar, mas em realmente pensar se queremos ter na vida alguém que não é sensível aos nossos sentimentos, ou pior que não tem consciência do estrago que faz/fez. Dando muitas chances percebemos que na verdade estamos criando expectativas de que a pessoa irá algum dia acordar e perceber que temos valia, que merecemos o melhor delas... Isso é controle, queremos ter o controle, mudar as pessoas. Isso não é bom e nunca dá certo. Pq eu preciso o tempo todo provar para os outros que eu valho muita coisa? Pq não me foco em pessoas que conseguem ver facilmente que eu tenho meu valor e ele é precioso? Talvez pq algo em mim me auto sabota e estar perto de pessoas que não sabem, ou não dão meu devido valor apoiem minha auto sabotagem. Mas esse não é o ponto chave desse texto.
Bom, percebendo agora, as pessoas não pedem desculpa e eu sempre as dava mil chances. Talvez um pedido de desculpas mostre que a pessoa errou, mas ainda não é meu foco desse texto.
Então eu conclui que as pessoas merecem somente uma chance. Nada além disso vale a pena. Principalmente se a pessoa não se redime e pede desculpas. Não importa se eu gosto da pessoa, se eu a amo, se ela possui qualidades incríveis. O que importa é o que ela faz com essas qualidades.
O que fazer com as chances remanescentes? Darei à mim mesma. Pq sempre vai haver alguém disposto à me amar, à querer ser verdadeiramente meu amigo, à querer me tratar com respeito, valor, carinho e amorosidade. E a partir do momento que eu me prendo à coisas que são ilusórias eu não percebo o que está bem diante do meu nariz. E se não for a pessoa que eu pensei: parto pra outra, pq a vida é um ciclo e a única pessoa que vale a pena sou eu. E quem procura sempre acha, não vou desistir de mim, não vou colocar minhas esperanças no outro, não vou criar expectativas externas sabendo que dentro de mim eu posso ser sempre melhor.

Namastê

quarta-feira, 17 de março de 2010

Limpando as sujeiras do ego


Puxando a frase que mais me chamou atenção: “Por que eu me envolvi mais uma vez numa situação em que não sou respeitado ou ouvido?” Tome consciência do medo e do auto julgamento que marcam a sua vida. Veja o quanto a sua auto-estima é baixa. Veja como você aceita o amor a qualquer preço. Veja como você vive negando o seu medo do abandono porque tem medo de olhá-lo de frente.

Esta frase ecoou na minha mente na semana passada. Juntamente na reunião do CCA em que o tema aparentemente não tinha nada a ver com comunicação, um genial companheiro puxou a comunicação entre pessoas e amarrou com somos alunos e professores uns dos outros.
E meus relacionamentos foram analisados. A falta de comunicação entre eu e meu pai, a vontade de saber pq diabos uma pessoa muito querida não responde meus e-mails. E veio a palavra falta de consideração que é diretamente ligada, pra mim à respeito. Pq a pessoa simplesmente resolveu parar de me respeitar? Não vou dizer que eu esperava isso, mesmo pq eu convivi com ela por 3 longos anos de idas e vindas...E em nenhum momento esta pessoa deixou de ser atenciosa e gentil comigo. Talvez seja por isso que eu a mantinha na minha vida. Mas, qndo eu resolvi que iria sair de um ciclo repetitivo de padrões e mudei minha atitude, a pessoa simplesmente mostrou a outra face. Uma face de falta de respeito comigo. E eu percebi instantaneamente, e fiquei muitíssimo magoada. Claro que eu não disse isso pra pessoa, mas a fiz perceber que eu havia percebido a mudança de comportamento. Eu poderia muito bem, naquele momento agir, reagir, falar com a pessoa, mas por um momento eu percebi como eu sempre lutava e não chegava à lugar algum. Sempre fui muito honesta mas a pessoa mantinha-se impassível, indiferente. Abri meu coração e nada. Pq, se eu, dissesse o quanto aquilo me incomodava a faria me ouvir, ou voltar à me respeitar? Então nada fiz e pela milésima vez tirei aquela pessoa da minha vida. Agora não há qualidades, não há amizade que seja capaz de superar meu amor próprio. Ok, a pessoa tem qualidades mas nada vale a pena se ela não as usa. Não quero pessoas na minha vida que não me apoiem, essa é a minha resolução de ano novo. Acrescento mais: não quero pessoas na minha vida que não me respeitem, pq eu mereço respeito, consideração e amor. Por isso, hoje, agora eu me amo a tal ponto de me escolher. Qnto a pessoa, deletei sem dó da minha vida. Se ela não me respeita é pq não merece ser respeitada, simples assim!

Algoz x Vítima Paul Ferrini

O cara é espetacular! Depois vou postar um texto meu embasado no que segue:
Algoz x Vítima
Paul Ferrini

O mais profundo ensinamento que você pode ter acontece quando você tem uma reação forte a algo que alguém diz ou faz. Embora a sua tendência, numa situação como essa, seja se concentrar no comportamento da outra pessoa, a verdade é que a sua reação não tem nada a ver com a outra pessoa. A Sua reação mostra o ponto em que você está em conflito, não a outra pessoa.

Todo conflito tem origem em algum tipo de culpa ou insegurança. Se você está se sentindo inseguro quanto a sua inteligência e alguém o chamar de burro, você ficará sentido ou irritado. A reação é causada pela sua insegurança. O que a provocou é irrelevante. Qualquer pessoa a poderia ter causado.

Se está tendo um caso com uma pessoa casada e se sente culpado por causa disso, você vai reagir quando alguém chamá-lo de traidor. A sua reação se baseará no fato de que você se sente um traidor; a outra pessoa só desencadeou essa reação. Se você não se sentisse um traidor, não reagiria de maneira defensiva ao comentário.

A necessidade de se defender vem da culpa que você sente. Quando atacado ou insultado por alguém, você só fica magoado ou com raiva se acha que o ataque é justificado. Você acha que fez algo errado e agora isso foi descoberto. Você sabe que merece ser castigado e a única coisa que pode fazer para evitar esse castigo é se defender.

A defesa é a admissão da culpa. Por que você se defenderia se não se sentisse culpado? Você se limitaria a rir e a dizer, “Boa tentativa, irmão”.

Você não levaria o ataque para o lado pessoal. Você veria que a pessoa só está atacando a si mesma e que você foi o estopim desse ataque. Você saberá que a dor que essa pessoa sente não é culpa sua.

Toda dor ou insegurança que você sente com reação a si mesmo é um ponto fraco que outra pessoa pode atingir. O fato de outras pessoas tocarem esse ponto fraco não é, de modo algum, o que chama a atenção. O que chama a atenção é o fato de você culpá-las por isso.

Se você pendura no pescoço uma placa dizendo “Bata-me”, é de surpreender que algumas pessoas a interpretem literalmente? E verdade que nem todos agirão assim. Algumas pessoas só rirão e seguirão em frente. Mas outras pararão e olharão para você ou o levarão a sério. Elas também têm uma placa no pescoço dizendo “Bata-me” e sabem como você se sente. Elas sabem que você precisa apanhar para se sentir melhor com relação a si mesmo. Você não tem sido um bom menino ou uma boa menina e precisa ser castigado. Elas ficarão satisfeitas em lhe fazer esse favor.

As pessoas que atacam você estão fazendo o que, na sua visão equivocada, acham que você quer que façam. Elas estão atacando você “pelo seu bem”. Elas são sempre capazes de justificar seu comportamento com relação a você, assim como você também pode justificar o seu.

Nunca pense, “Isso é inaceitável. Não deveria nem poderia ter acontecido. Eu não permitirei”. Se a pessoa que sofreu o abuso acreditasse nisso e comunicasse isso com franqueza, o abuso nunca teria acontecido. O abuso só acontece no espaço nebuloso da culpa e do castigo.

Tudo o que você tem de fazer para dar um fim na transgressão na sua vida é dizer, “Não estou gostando disso. Você pode parar?” Basta um simples pedido, mas você acha muito difícil fazê-lo. Por quê?

São muitas as razões. Talvez você seja uma criança sofrendo nas mãos de um adulto. O adulto ocupa uma posição de autoridade. Em geral é um pai ou mãe que você ama. Mesmo que você seja um adulto, os mesmos padrões estão em ação. Você quer o amor e a aprovação daquele que abusa de você, sem se importar com o quanto isso vai lhe custar, por isso você minimiza a dor ou a dissocia totalmente. Ou então você aceita que merece a dor, pois não se sente uma pessoa de valor.

Os adultos que são vitimizados tentam sentir novamente a dor causada pelo trauma de infância, de modo que possam romper os padrões de dissociação, recordam-se do abuso e tratar de modo consciente as suas feridas. E por isso que eles muitas vezes se casam com uma pessoa muito parecida com a que abusou deles. Só o agravamento da ferida pode rachar a carapaça da negação inconsciente. A liberação dos sentimentos reprimidos de raiva, culpa e ódio por si mesmo abre a porta para a cura e para a integração.

A deslealdade consigo mesmo tem muitas versões. E importante que você entenda a sua versão. Culpar a pessoa que praticou o abuso contra você não vai libertá-lo do ciclo da violência, pois o padrão gera a si mesmo e jaz no nível inconsciente. Se fazer de vítima é uma forma de deixar o outro culpado, um ataque disfarçado de inocência. Enquanto ficar no vitimismo e na culpa, você passará o padrão adiante, transmitindo a ferida de geração em geração. E tudo porque você não teve coragem de olhar para si mesmo.

Ao tornar o padrão consciente, você pode sentir plenamente o desrespeito contra si mesmo, perdoar-se e tomar a decisão consciente de não ser mais vítima. Isso, e somente isso, interrompe o ciclo de deslealdade consigo mesmo.

Seja qual for o caminho que você tenha escolhido para a dor — e existem muitos —, você sofrerá até que se volte para quem está abusando de você e diga, “Isso é inaceitável para mim. Eu quero que você pare agora”. Você deve dizer isso sem nenhuma reserva. Tem de dizer calmamente, “Eu prefiro perder o seu amor do que continuar desse jeito”.

Você tem de defender a sua posição. Até que você tenha coragem de dar apoio a si mesmo, sempre haverá alguém que abusará de você. Na verdade, você continuará atraindo para você pessoas dispostas a cometer abusos até que decida que, para você, já basta. Então, toda vez que tocarem no seu ponto fraco, reconheça a dádiva que isso representa, pois é uma chance que lhe dão de se conscientizar do padrão de deslealdade consigo mesmo. Não culpe quem cometeu o abuso. Em vez disso, pergunte a si mesmo, “Por que eu me envolvi mais uma vez numa situação em que não sou respeitado ou ouvido?” Tome consciência do medo e do auto julgamento que marcam a sua vida. Veja o quanto a sua auto-estima é baixa. Veja como você aceita o amor a qualquer preço. Veja como você vive negando o seu medo do abandono porque tem medo de olhá-lo de frente.

Pare com o jogo de reagir aos outros. Recuse-se a ser um objeto, mesmo que você tenha a impressão de que assim você consegue o que quer. Observe a sua experiência e aprenda com ela. Promessas de amor condicional não têm lhe acrescentado nada. O não cumprimento dessas promessas só tem agravado o sentimento que você tem de estar sendo traído e abandonado por aqueles que ama. 

Lembre-se de que você decidiu ser um objeto. Você deu permissão. Reconheça o seu erro, o desrespeito que cometeu contra si mesmo, para que não volte a cometê-lo. Assuma a responsabilidade. Pare de projetar a culpa. Pare de mentir. Só é vítima quem quer.

Não importa o que você acha que tenha acontecido no passado. Reconheça que você não pode levar a sua vida adiante sem antes aprender a dizer “Não” para o abuso aqui e agora. Não faca disso uma questão moral ou filosófica. Aprenda a dizer “Não” para os convites que o levam a se iludir no presente.

Assim como um alcoólatra que não pode viver sem álcool, você não consegue dizer “Não” para a promessa condicional de amor. Admita o seu sentimento de impotência. Sem ajuda, você não vai conseguir superar o seu padrão inconsciente de deslealdade consigo mesmo. E a ajuda de que você precisa é a atenção consciente. Você precisa ver como você fica inconsciente, como permite o abuso, reiteradamente.

Até que você veja o padrão e assuma a responsabilidade por rompê-lo, ele continuará. Não importa quanta terapia você faça ou a quantos tratamentos se submeta.
O alcoólatra recusa a bebida porque vê que, se aceitá-la, estará abrindo mão do seu poder pessoal. Você se recusa a ser um objeto de abuso pela mesma razão.

Veja que, enquanto achar que o problema está fora de você, não conseguirá resolvê-lo. Você culpará os outros, culpará as instituições da sociedade, culpará Deus, mas o problema continuará. Pois o problema é a deslealdade consigo mesmo. Até que aprenda a dizer “Sim” para si mesmo, você não conseguirá dizer “Não” aos outros.

O problema nunca é o fato de que os “outros” traem você. Os outros simplesmente refletem de volta pana você as suas próprias crenças acerca de si mesmo.

As outras pessoas lhe concedem a dádiva da auto-reflexão. Sem a ajuda delas, que refletem de volta as suas suposições inconscientes, o seu processo de despertar demoraria muito mais.

O seu irmão é o seu professor. Ele lhe mostra o que você tem de olhar em si mesmo. E você faz o mesmo por ele. Esse é o drama do despertar.

Não faça dele uma novela. Não faça do seu irmão ou irmã o responsável pela sua experiência. Eles nunca podem ser responsabilizados pelo que você vive.

Os outros seres humanos, seus companheiros, não foram feitos para serem bodes expiatórios ou semideuses. Eles não são a causa do seu sofrimento nem a causa da sua salvação.

Eles são todos peregrinos na mesma viagem. O que você sente, eles também sentem. Assim como você, eles estão aprendendo a ver os seus próprios padrões de deslealdade. Assim como você, eles estão aprendendo a dizer “Sim” para si mesmos e “Não” para o abrir mão do seu poder pessoal.

Tenha paciência. Essa é uma jornada rumo à total recuperação do seu poder. Quando o eu tem todo o seu poder de volta, o abuso fica impossível.

(Mas, por outro lado, se você pensa que por abusar de alguém isso prova que você tem poder pessoal, você se engana. Desta forma você apenas estará mostrando ao outro como você foi tratado na sua infância. Na verdade, você assim só se tornará dependente do outro, caso ele aceite jogar o contra-papel de vítima para que você projete nele a sua própria criança ferida.

Neste tipo de relação doentia a dor do passado nunca poderá ser curada, pois estará sendo mantida na inconsciência pela negação e pela projeção que motivam os atos obscuros daquele que ocupa o papel do algoz, atos freqüentemente justificados pela racionalização de um advogado em causa própria que usará os mesmos argumentos herdados de quem o abusou.
- Nota intrometida por Sergio Condé)


DESPERTANDO JUNTOS

Quando duas pessoas travam um relacionamento espiritual, elas concordam em ajudar uma à outra a se conscientizar dos seus padrões de deslealdade consigo mesmo. A intenção delas não é aumentar os seus sentimentos negativos, mas oferecer segurança suficiente no relacionamento para que os sentimentos negativos possam vir à tona e os padrões de deslealdade consigo mesmo possam ser revelados.

O companheirismo espiritual não significa apenas compartilhar o mesmo propósito e a mesma orientação na vida, mas é também um compromisso mútuo e corajoso de assumir a responsabilidade e eliminar a culpa. Toda pessoa está aqui para ajudar o parceiro a parar de projetar, a parar de fazer o papel de vitima, a parar de encontrar problemas fora de si mesmo. Ela não faz isso passando sermões, mas criando um espaço seguro e cheio de compaixão no qual o parceiro possa ficar frente a frente consigo mesmo.

Se ele vê em outra pessoa um inimigo, ela não pode ser conivente. Ela se recusa a jogar o jogo do bode expiatório, da culpa e do ataque. Mas ela pode amá-lo. Pode aceitar o modo como ele se sente. Pode reconhecer os sentimentos dele e incentivá-lo a encontrar o caminho para a paz dentro do próprio coração.

Embora ela veja o parceiro fazendo projeções, ela não tenta consertá-lo, pois isso significaria compartilhar da mesma mentira. Ela simplesmente ficaria consciente de quem ele realmente é. E desse modo ela o chamaria de modo gentil e não-verbal, de volta para si.

Acima de tudo, ela simplesmente ouve. Não concorda com o que o parceiro tem a dizer nem discorda dele. Ela sabe que a opinião dela nada significa e, se significasse, o afastaria do seu processo. Ela simplesmente ouve profundamente e com compaixão. Ela ouve sem julgar ou, se julgar, toma consciência do seu próprio julgamento e volta a ouvir. Ela ouve com o coração aberto e com a mente aberta. E esse ato de ouvir torna-se uma bússola que leva a verdade. Quanto mais ela o ouve sem julgá-lo, menos ele acusa. Aos poucos, ele volta para si mesmo por meio do amor que recebe dela.

Essa é a dádiva que o parceiro espiritual oferece ao outro. Essa é a pérola valiosa.
Quando um consegue dar ao outro a dádiva da aceitação e do amor incondicionais, ampliando essa dádiva para incluir a todos, deixa de haver projeção, deixa de haver condenação, deixa de haver ataque. Deixa de existir objetos. Não existem mais vitimas nem algozes.

Haverá parceiros em pé de igualdade na dança da vida. Haverá corações se abrindo. Um pouco a princípio, mas num tal número depois que eles ameaçam abarcar todo o universo manifesto. E, na verdade, um dia eles de fato o abarcarão.

Quando tudo o que é visto como algo sem valor e prejudicial passar a ser benéfico e sagrado, não haverá mais a impressão de que se está separado da fonte de amor. Cada um de nós será um raio de luz radiante emitido, por toda a eternidade, do centro do coração. Um raio que dissipa a separação e o pecado, batizando a culpa nas águas do próprio medo e saudando-os com buquês de flores à medida que emergem das águas, inocentes e livres.

Essas são dádivas que temos de oferecer uns aos outros quando a ilusão do abuso tiver acabado. E o abuso acaba no momento em que nos lembrarmos de quem somos e quem nosso irmão ou irmã realmente é.

Paul Ferrini – O Silêncio do Coração - Ed. Pensamento
 

terça-feira, 16 de março de 2010

Aberto e Fechado


Hoje eu tive a oportunidade de ver um movimento humano. O cansativo movimento humano de se abrir e se fechar. E acontece mto rápido. Como um beija-flor que bate asas loucamente, 80 vezes por segundo.
O amor abre e o medo fecha. O amor expande e o medo encolhe. Todos nós fazemos isso tantas e tantas vezes e não percebemos. E sabe quando percebemos que estamos no medo? Quando não é real. Tudo são justificativas e nenhuma justificativa realmente se faz entender de pq não escolher o amor, pq não procurar algo maior do que a mediocridade, não somos pedintes do Universo! Somos co-criadores e podemos ter as melhores oportunidades.
Dói se abrir pra alguém e ver essa pessoa se abrindo e fechando na sua frente. Como se o que eu ofereço não fosse suficiente, como se quem a pessoa é não fosse suficiente. Aí no meu caso não é só ver algo real se fechando mas, a pessoa simplesmente apontando os dedos na sua cara, te julgando. Pq? E eu sei. Raiva. Mas Raiva? De que? De quem? Não é de mim, não é pessoal é do fato de não entender o que se passa na consciência. Raiva de si por ter negado o amor, por ter negado uma descoberta significativa. Precisa ter muita consciência para entender as coisas, mas precisa de muita coragem para assumí-las. Coragem e amor próprio. Pq o medo vem e volta, me abre e me fecha.
E qndo eu se aproximo de alguém e me sento preenchida de paz, felicidade, amorosidade isso não é paixão, é amor. Não o amor que o outro me dá ou dará, mas o meu amor por me ver refletido em outra pessoa. Eu amo a divindade, seja ela refletida, direta, da natureza. Eu a ama. Eu a vejo. Mas num momento de sombra, num piscar de olhos, numa batida das asas de um beija-flor toda minha Luz se escapa. Como água que você tenta segurar com as mãos. E aí que estou fechada e o amor não entra qndo me fecho. Mas com consciência e prestando atenção nas coisas esse movimento pode ser cada vez menor. Segundos, milésimos de segundos. E muitas coisas que poderiam acontecer podem ser prevenidas. Isso tudo é questão de prática, questão de percepção e fé. Fé em mim, que eu mereço o real.
Hoje eu escolho correr riscos. Hoje eu escolho ver minha divindade refletida e mesmo que o outro se feche, eu continuo aberta para o Amor. Pq o Amor não é um botão que liga e desliga, ele está eternamente presente e compartilha agora de sua infinita fonte comigo. Meu ego liga e desliga. Mas se eu escolho o amor, escolho amar agora, mesmo com a presença do ego me dizendo coisas contrárias eu ainda vejo o Amor. Eu tenho fé que mereço o melhor e aposto todas minhas fichas nisso e vc?

Namastê

segunda-feira, 15 de março de 2010

De que nos alimentamos.

São poucas as vezes que eu me sinto alimentada pelo Amor. Não o Amor externo que vem do outro para mim, mas do Amor que ecoa dentro de mim. Meu ego é a coisa mais traiçoeira que existe. Agora, nesse exato momento eu poderia estar me sentindo preenchida por quem eu realmente sou, mas não estou. Pq é tão desafiador ir além do ego, se o único alimento que existe é o Amor? Pq eu ainda insisto em viver na sombra qndo o meu interno tem tanta Luz! E eu a vejo, eu me encanto com ela, eu choro ao vê-la, ao sentir como eu realmente sou. Choro pq é tudo lindo. Pq eu tenho medo de me sentir assim sempre? De onde vem esse medo? Pq me insisto em conviver com pessoas que enfatizam a minha sombra? Pq eu enfatizo a minha sombra se ela simplesmente é uma ilusão? O que eu realmente sou é o Amor, eu sou puro Amor. Mas pq tenho medo de deixar transparecer isso? Pq coloco casca após casca para encobrir algo tão Divino. E os julgamentos! Ah os julgamentos! Não vou dizer isso pq vão pensar isso, não vou fazer isso pq irão pensar aquilo. Eu simplesmente não me permito sentir, não me permito viver! Quero dizer para algumas pessoas, obrigada, eu te amo, vc liberta o melhor de mim, você me faz expandir o Amor. Quão difícil é me mostrar meiga, doce e real. Pq permaneço nos mesmos padrões que não me trazem nada! Eu quero mais, eu quero aprender a me amar, quero aprender pela Luz.

Namastê

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Refletindo

Meses sem escrever aqui... Estou agora ouvindo uma música que eu gosto muito chamada The Answer to Our Lives que é da banda Backstreet Boys e pensando...
Mil tragédias iniciaram este ano, pessoas morrendo em todos os cantos, perdendo as casas, as famílias. E hoje passou na MTV o especial para ajudar o Haiti a se reconstruir. Não quero ser maldosa, mas o Haiti está se desmoronando faz anos com sua guerra civil, que não entrarei no mérito por desconhecer do tema. Mas de que adiantará mandar dinheiro, reconstruir casas e um país sem mudar sua consciência? Que adianta? E isso não acontece só no Haiti, como também no continente africano, no Brasil e em muitos outros países. Inclusive países considerados economicamente estáveis. A questão maior não é o dinheiro. E sim como diria Beyonce, Such a Huge Ego... Um enorme Ego! Um ego tão enorme que impede de ver as pessoas próximas e de perceber que as não tão próximas estão mais perto do que se imagina! Confuso? Pense...

Fazendo meus cursos de auto conhecimento percebi que apesar de sermos diferentes, passamos pelos mesmos problemas e questionamentos. E é isso que nos aproxima. Quando olho só para meu umbigo, quando vivo dentro da minha casca, do meu ego, acredito ser o único à ter problemas e continuo vivendo nessa bolha. Até que algo dentro dessa bolha, me impulsiona à sair porque é muito fácil ver problemas, desafiador é encontrar saídas. Talvez seja ao perceber que vivo uma vida insuportável...Talvez seja ao ver que as minhas bases desmoronando na minha frente e tudo que parecia real é ilusório. E quando eu saio da minha casca e percebo quem realmente sou, além dos problemas, das confusões, tudo se expande. E eu percebo que não estou sozinha, e identifico pessoas diferentes como os mesmo objetivos,pessoas que apoiam a minha verdade e não os meus limites. E quanto mais eu cavo para sair das minhas mil cascas eu encontro mais e mais pessoas que espelham quem eu sou e do que realmente sou capaz de fazer. E a partir daí percebo que o acaso não existe e tudo é um sinal/ um caminho para que eu me torne mais próxima do Amor Infinito e Real.Pois só ele existe.

Quando eu crio essa consciência, quando percebo o que eu realmente sou e equiparo com o ego posso realmente escolher que vida quero viver. Onde quero estar e finalmente me tornar co-criadora de tudo. Posso doar todo o dinheiro do mundo para os outros, mas isso são só papéis e é como diz uma música de que adianta eu te dar uma faca quando você precisa de uma colher? Quando o ego não precisa de defender nem atacar e a alma enxerga seu real propósito é possível ter sensibilidade suficiente para perceber o que o outro precisa e o que podemos fazer. Porque sem pedido de ajuda eu não faço nada e sem especificações eu fico perdido. E quanto mais me descubro mais sensibilidade eu tenho. E essa é a resposta da minha vida.
Desejo ainda poder ir à algum lugar com pessoas necessitadas, para que lá eu possa viver numa realidade diferente da minha e que possa exercer o melhor de mim, dar tudo que eu tenho. E de posses eu não tenho nada. Mas de amor, carinho, apoio e consciência sei que posso fazer a diferença. Nem que essa diferença seja só na minha vida, mas ainda sim é diferença.
Depois desse inicio, eu concluirei dizendo que as pessoas pobres entre outras não precisam de dinheiro. Dinheiro é essencial para a sociedade que vivemos, para a bolsa de valores. Mas, para seres humanos, o que é necessário é o Amor e além disso, a consciência, seu constante reciclar, seu eterno aperfeiçoamento. A vida sem isso é como um lindo vaso de flor sem flores, perde sua utilidade...É vazio.
Namastê